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Os nossos governantes, sabem que o povo protesta mas facilmente se esquece do tudo que eles abusam de nós. Isso não pode acontecer porque é o povo quem mais paga e mais sofre com os abusos, a inexperiência e as leviandades governamentais, para não ir mais longe e defenir como corrupção e atestado de ignorância a quem lhes paga os salários, ajudas de custos de todo o tipo e não só. Entram na vida política e no governo com licenciaturas ou mesmo graus académicos superiores, mas mais inexperientes do que muitos licenciados e mesmo doutores desempregados. Entram na vida política com uma mão atrás e outra a frente. Uns montados em lambretas. Outros exigem bilhetes aéreos em classe económica, mas asseguram de que tudo isso é exposto na comunicação social para ganharem popularidade. Demonstram reconhecer os problemas que afligem as classes sociais. Recordo-me que o actual governo reconheceu durante a campanha eleitoral, as dificuldades que as PME enfrentavam com a obrigação do pagamento do IVA antes da cobrança das facturas. Recordo-me que quando batalharam a não aprovação do PEC IV, disseram que as classes mais vulneráveis não podiam suportar mais carga de impostos. Recordo-me que disseram que nunca seriam removidos os subsídios ou muitos outros benefícios sociais adquiridos. Menos de um ano passou desde a tomada de posse deste governo. Numa breve análise ao tempo de governo já cumprido, podemos verificar, sem ficarmos surpreendidos porque estamos habituados, ao contraste de como chegaram ao governo e os primeiros 11 meses de mandato. A lambreta passou a ficar na garagem e substituída por uma viatura top gama, á custa dos contribuintes. Aliás, se os juízes do TC todos têm direito a BMW top de gama, porque razão um ministro não tem direito a igual qualidade de transporte? É admissível que o PR e o PM pudessem ususfruir the viaturas luxuosas top de gama. Mas acredito que para a restante classe governamental, viaturas de marcas económicas, seriam adequadas, para mais na situação económica e financeira que o país enfrenta. Recordar que em muitos países da Comunidade Europeia, em melhor situação monetária que Portugal, muitos titulares de pastas ministeriais, usam viaturas de marcas económicas, como Renault, Peugeot e Volkswagen, em substituição de marcas de luxo. Muitos dos secretários de Estado, usam as suas próprias viaturas ou transportes públicos nas deslocações entre as suas habitações e os seus ministérios. Sinceramente, e alguém me corrija se estou enganado, porque razão a frota governamental não pode ser de viaturas produzidas por uma indústria instalada em Portugal, por exemplo: Auto Europa? Seria uma demonstração de reconhecimento e apoio da mão-de-obra da indústria portuguesa, e um incentivo á compra de produto nacional para benefício da economia do país. A inexperiência de gestão governamental continua notória. Mas tornaram-se indivíduos de influência, com poderes e futuramente parte de uma classe pequena de privilegiados, novos-ricos. Graças a intervenções enquanto políticos, nos apoios a todo o tipo de monopólios e grupos financeiros, acabam como executivos nos quadros da Banca e em empresas ou organizações de monopólios, com salários milionários e benefícios vitalícios. O governo actual, tal como o anterior de José Sócrates, hoje afirma ao país uma tomada de resolução. Mas dias ou mesmo horas passadas a versão é diferente, alegando muitas vezes que foi mal interpretação de quem escutou, porque conforme estava escrito no acordo da troika ou algures, era implicita a segunda ou a mais recente versão. O governo, alega que o destino do país depende dos acontecimentos da Grécia e da Europa. Isso é verdade porque perdemos a nossa soberania de gestão do país, e o governo deixou de ter capacidade para prever de mês a mês a situação do país, sendo uma caixa de surpresas constante com medidas de austeridade, ou antes medidas de sufocação. No entanto, fazem previsões, obviamente pura ficção, para 2018. Por exemplo, como é possível prever uma queda no desemprego para 2013 e 2014, quando nada tem sido feito sobre investimento do Estado ou das empresas para crescimento económico e consequente criação de postos de trabalho? Pelo contrário, cada vez há mais sufocação das PME, obrigando todos os dias ao encerramento de empresas e o aumento das estatísticas de desemprego. Eu considero todas essas previsões a longo prazo, pura especulação ou falsas promessas para um povo excessivamente passivo e que tudo suporta. As boas intenções durante a campanha eleitoral sobre o pagamento do IVA pelas PME após cobrança das facturas, não passaram de falsas promessas. Certamente que as intenções sobre o IVA, se o governo se vier a pronunciar sobre o assunto, irá dizer que acontecerá, mas só em 2018, ou 2020. Nas últimas eleições, elegemos um novo partido e novas caras. Mas o sistema em nada mudou em relação ao governo anterior, ou mesmo, em relação a todos os (des)governos dos últimos 38 anos. Tudo isto leva a acreditar, que se formos capazes de alguma vez vir a formar um governo de competência e dedicação ao país, e não a nenhum partido, ou a interesses pessoais, a partir desse momento levaremos uma geração para alcançar estabilidade económica e financeira e capacidade para autonomia de sobrevivência. Neste momento toda a criança que nasce em Portugal, vem ao mundo com uma divida, a qual afectará as suas perspectivas de futuro pelo menos durante os primeiros 20 anos. Lamentável, ver nas notícias um relatório da UNICEF classificando Portugal como o quinto pior país da Europa onde cada vez vivem mais crianças em condições precárias e a passarem fome. Mas que importa isso para o governo? Os nossos governantes andam em carros de luxo topo de gama.
9 de Maio de 2012 (Publicado anteriormente em Outubro 2011. Relembrado agora em véspera de férias)
DEPUTADOS C/ Sub
NATAL e FÉRIAS em 2012
8 de Maio de 2012 Só quem vive de sonhos não vê que a queda da moeda única, o euro, é praticamente irreversível, particularmente para a Grécia e Portugal. O Incumprimento por parte da Grécia está em vias de acontecer a curto prazo. As eleições na Grécia apresentaram um quadro de elevadas diferenças de conceitos entre os gregos. Certamente que não era viável de modo algum uma coligação entre a extrema-direita e a extrema-esquerda. O mesmo irá acontecer por parte da formação de um governo pela extrema-esquerda. É também impensável, os gregos aceitarem os socialistas como o partido a formar novo governo, dado que é o partido considerado responsável pela situação económica e financeira do país e que causou eleições antecipadas. Em resumo, a situação da Grécia caminha de mau a pior. Independente do desejo de uma maioria dos gregos pretenderem manter-se na moeda única, o incumprimento forçará a Grécia a cair na falência e ser abandonada pela Comunidade Europeia. Tal destino grego, irá alastrar-se a Portugal. As medidas de austeridade da Grécia degradaram a economia, reduziram a receita proveniente de impostos antecipada pelo governo com as medidas de austeridade, e criaram o início da agitação social que forçou a saída do governo. As medidas de austeridade insustentáveis aplicadas aos portugueses, estão a colocar o país no percurso já percorrido pelos gregos, numa recessão profunda por tempo indefinido. Todas as medidas de austeridade têm como objectivo aumentar as receitas do Estado através do aumento de impostos. Infelizmente, o encerramento contínuo de empresas, o aumento do desemprego, a incapacidade de consumo, mesmo para produtos e serviços essenciais á sobrevivência, vai levar o país a seu tempo a uma revolução social. Segundo as perspectivas do governo, que alteram a cada momento consoante os ventos, em 2018 o país estará estabilizado. Quando não é viável planear com certeza a curto espaço de tempo, e o facto é que todas as semanas são modificadas decisões e pensadas novas medidas de austeridade, como podem acertar a 6 anos de distância? Verdade seja dita, que em questões de incerteza no aspecto económico e financeiro os nossos governantes não estão sozinhos. A Comunidade Europeia há muito que procura soluções, não para um futuro estável a longo termo, mas para tapar buracos aqui e alem e prolongar o tempo para o inevitável colapso total. Como sempre, e como há tempos já foi referido na comunicação social, o povo será o último a saber sobre o fim do euro. Isso acontecerá sobre um fim-de-semana. Independente do montante nas contas bancárias, o valor dos saldos será na nova moeda que entrará em circulação. Mas as dívidas existentes nesse momento para com os bancos serão na moeda cessante, o euro. Os bancos não perdem. Tal como com o incumprimento do empréstimo da habitação, ficam com a casa e ainda a dívida se mantém em relação ao valor de avaliação do imóvel e o valor total do empréstimo em dívida. COMENTÁRIOS ANTERIORES DO AUTOR
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